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Meios digitais: crianças começam a ser alfabetizadas antes mesmo da escola

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FOTO: DIVULGAÇÃO

Especialista explica como a alfabetização acontece na era digital e como o papel dos familiares se tornou ainda mais significativo nesse processo

É comum ver crianças entretidas com desenhos, jogos e outras atividades em aparelhos eletrônicos. Desde cedo, os pequenos estão imersos nas telas iluminadas repletas de sons, figuras e movimentos. Segundo Cristina Tempesta, autora do Ensino Fundamental do Sistema Anglo de Ensino, esse contato da geração mobile com os eletrônicos, antes mesmo de frequentarem a escola, influencia diretamente na alfabetização.

Segundo a especialista, o smartphone é hoje uma das primeiras experiências de letramento que as crianças vivenciam, ou seja, o uso social da escrita de palavras e números, desenho, cores, efeitos sonoros e filmes. Ao entrar em contato com todas essas linguagens, o processo de alfabetização ou o domínio da escrita e leitura, é facilitado.

No meio digital, vale lembrar ainda que as frases não são construídas apenas com palavras, mas também com emojis e figuras. “Ao perceber o uso de imagens, letras e números, as crianças têm demonstrado mais interesse em querer dominar essas linguagens estimuladas pelos meios digitais. Entretanto, a consolidação da alfabetização só se dá quando as crianças aprendem, de fato, a ler e a escrever”, explica Tempesta.

De acordo com a especialista, crianças nativas digitais passaram a afetar o ambiente escolar, que tem se tornado cada vez mais tecnológico. O espaço se tornou mais dinâmico, proporcionando um maior protagonismo do aluno para conhecer e dominar uma linguagem, que a Base Nacional Curricular Comum nomeia como multimodal.  “O uso da tecnologia em casa e na escola tem interligado as famílias no processo de alfabetização. Por exemplo, por que a criança adquire tanto interesse pelo celular desde muito nova? Porque rapidamente percebem que os familiares estão sempre com os aparelhos, lendo, buscando informações, se divertindo. O valor do ler e do escrever para a criança passa hoje pelo uso do aparelho celular, onde os adultos exercem essa atividade. Dessa forma, os pais, passam a ter maior participação no processo de alfabetização das crianças”, diz Tempesta.

A especialista também conta que a participação dos pais é fundamental, pois são eles os responsáveis por fazerem a curadoria dos conteúdos que os filhos consomem na internet. “Eles precisam direcionar o que as crianças veem e ouvem, sem deixar de oferecer conteúdos que contribuam com a formação de valores e também com o aprendizado dos filhos”, conclui.


Flor
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